Mostrando postagens com marcador Bossa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bossa. Mostrar todas as postagens

Encontro de Samba


ACONTECEU:
Redação por Vera Marini

Ontem, domingo 3 de agosto, assim como todos os domingos a partir das 15h , no Boteco de Todos os Santos , rua Aspicuelta, 520 – Vila Madalena, aqui em São Paulo, o encontro de Samba com o Grupo Praça do Samba.

O grupo composto pelos músicos Marcelo Kurshal – Cavaco, Paulo Ribeiro – violão, Samba Sam – surdo, André Kurchal – pandeiro, Franklin Santos - percussão e a cantora Jana Teodoro que maravilhosamente dá um toque de “Elza Soares” em sua interpretação, apresentam clássicos do Samba que fazem todos do boteco cantar, sambar e não ter vontade de ir embora. Até quem está passando pela rua, para pra curtir.



A casa é bem gostosa, acessibilidade garantida, valet, preços honestos no cardápio que possui interessante carta de bebidas e comidinhas de boteco. O diferencial dele são as tapiocas nas versões salgadas e doces o que muito alegra silíacos e amigos lá do Norte como Moises Bandeira.


Social Samba Club conferiu e recomenda!







Grupo Praça do Samba
Boteco de Todos os Santos
Rua Aspicuelta, 520 - Vila Madalena - São Paulo

Agenda do DJ Ney - DJ Oficial do Social

AGENDA DJ NEY BRAGA

15/11 - Baile Congresso Mundial de Samba - SP
16/11 - Baile Sertanejo e Dança de Salão - Mogi das Cruzes 
17/11 - Baile Congresso Mundial de Samba - SP

23/11 - Troppo
24/11 - Baile Final de Ano Studio de Dança Franz Rocha
30/11 - Baile Final de Ano Studio Bellatrix
30/11 - Troppo
#eusambomesmo



Edição especial Pizza com Samba-Rock: aniversário do Professor Inácio Loiola Moskito
Redação por Vera Marini, Edição por Thaís Marini

Neste domingo, 22 de setembro, vamos comemorar o aniversário daquele que é um ícone na história do Samba Rock: Professor Inácio Loiola Moskito.

Estarão presentes ao Centro Cultural Rio Verde (local da festa) toda a comunidade Samba-Rock de São Paulo, Banda Black Brasil, Sound Family, Nossa Turma Samba-Rock e o Cheff Pizzaiolo Ezequiel Rufino que nos conta um pouco dessa história de unir pizza com Samba-Rock:

"Começou tudo em 1985, quando comecei a trabalhar em uma pizzaria em Santo Amaro, zona Sul de São Paulo. Como a dança está no sangue, comecei a frequentar o "Movimento do Samba Rock", conheci muitas pessoas maravilhosas e duas dessas pessoas são Kico Francisco e a Elaine Abreu. Numa dessas conversas numa mesa do Samba Clara em 2012, explanei a ideia a eles de fazer uma festa com Samba-Rock e Pizza. Na hora eles adoraram a ideia e correram para achar um local para realizá-la. Na primeira festa, Realizada no Salão Social do prédio onde reside José Paixão, Perdizes, foram 100 pessoas e servimos 66 pizzas. Foram 25 sabores salgados e 4 sabores doces. Deu certo e agora dia 22, vai rolar mais uma edição juntamente com o aniversário do "Moskito" que pra Nossa Turma do
Samba-Rock é um dos maiores mestres da dança e a pessoa que sempre prestigia nossas ideias. Não desenvolvi esse "projeto" sozinho. Tivemos grandes colaboradores: Renatinha Alves, Cláudia Muniz, Rogério Teodoro, Felipe "Bê", Agatha Sá, Amarildo, Patrícia Dias, Rosângela Oliveira, Marcos Inocêncio, Rogério Inocêncio, toda Nossa Turma do Samba Rock e os meus padrinhos Kico Francisco e Elaine Abreu. Cada um colaborou com uma ideia, outra e tudo aconteceu".




Data: 22 de setembro, domingo
Horário: das 15h às 22h
Local: Centro Cultural Rio Verde
Endereço: Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena

Presenças confirmadas:
Banda Black Brasil
Sound Family
Nossa Turma Samba-Rock
Pizzaiolo Ezequiel Rufino
Exposição de fotos do arquivo do 
Samba Rock Na Veia

Estarão comemorando também seus aniversários: Marcelo Souzamar, Ulysses Machado, Laura Barco e 
Camila De Sousa Laurindo.

Ingressos antecipados e nome na lista até sábado: R$ 20,00 pelo email

Na porta: R$ 25,00
Menores até 12 anos: gratuito
de 12 a 18 anos: meia entrada

A pizza será vendida a R$ 4,00 o pedaço e será servida das 16h às 20h. Isto, pois o pizzaiolo também quer dançar.

Na Social Samba com Gabriel Moura

Por Vera Marini, redatora do Social.

No ano em que Paulo Moura completaria 80 anos, o SESC Pompeia rende uma homenagem a este que é um símbolo da música instrumental brasileira. Tal fato não poderia passar em branco aqui no Social Samba Club, o reduto do bom Samba e divulgador dos grandes eventos do Brasil. 

O Bamba convidado para este papo é o vocalista da Orquestra Saga de Gafieira, Gabriel Moura, ninguém menos do que o sobrinho do homem. Esta matéria da início a uma série de entrevistas produzidas pela família do Social sobre Samba, música, dança, arte ou tudo junto. 




SSC: Como é ter a oportunidade de conviver com Paulo Moura e de que forma influenciou sua formação profissional?

Gabriel MouraDesde pequeno, meu tio Paulo me incentivava a tocar, estudar e desenhar, cumprindo do seu jeito, quando estava por perto, a função de segundo pai, já que meu pai de verdade faleceu cedo. Ele me convidava a ir assistir os seus ensaios, o que me dava a oportunidade de conhecer e conviver com os excelentes músicos que sempre o acompanharam. Comecei a frequentar seus bailes de gafieira ainda menor de idade e ficava sonhando em um dia estar naqueles palcos, até que um dia ele me convidou a fazer parte da sua banda "Paulo Moura Etc e Tal". A partir daí começou uma relação mais intensa nossa, porque eu ia para sua casa estudar as músicas que ele queria que eu cantasse, criar arranjos especiais pra elas e também para os discos que meu tio produzia. Daí me convidou pra fazer uma direção musical de uma peça de teatro e compusemos juntos toda a trilha do espetáculo: "A Saga da Farinha", da companhia de Teatro profissional  TUERJ da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Quando ele saiu da equipe eu fiquei criando músicas e fazendo a direção musical de mais 20 espetáculos. Depois vieram projetos diversos como "Pérolas e Corais" um show de coro de vozes, violão e clarineta, realizado em temporada no Centro Cultural Banco do Brasil, para o qual criamos arranjos e onde eu fazia a arregimentação e direção do coro. Outros vários projetos aconteceram e um dos mais bacanas foi o show "Eternamente Baden" que tinha uma banda composta por Yamandú Costa (ainda desconhecido, recém chegado no Rio de Janeiro) e Robertinho Silva, entre outros. O show foi apresentado no Teatro Rival no Rio e no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, com músicas eternas de Baden Powell, arranjos do Paulo e meus. Viajamos juntos pelo Brasil e pelo mundo, Tocamos juntos no México, na Colômbia, em Nova York, em Paris, Marselha e Lisboa. Aprendi com ele não só os maravilhosos ensinamentos musicais como também sobre posicionamento profissional, comportamento, atitude e respeito ao palco e ao público.



SCC: Sua composição com ele – 

Ao Velho Pedro – é um sucesso tocado em todos os salões de Gafieira. Quem é o Velho Pedro?

 E qual o recado deixado por 

esse Samba?

Gabriel Moura:  O Velho Pedro
é o pai dele, meu avô Pedro
Moura que tinha uma orquestra
 de baile de Gafieira em São José
 do Rio Preto e ensinou todos os meus tios a tocar. Paulo compôs
o choro instrumental "Ao Velho Pedro" que eu sempre ouvia e dançava nos seus bailes. Quando surgiu a Orquestra SAGA, eu achei que seria interessante compor uma música que homenageasse os bailes de Gafieira para ser nosso carro-chefe. Escolhi esta clássica do repertório dele para escrever uma letra e aproveitei para homenagear o meu avô que, apesar de ter falecido antes que eu nascesse, deixou um legado musical para toda a família Moura, transformando geração após geração em músicos. Meus primos mais velhos, meus primos da mesma idade, meus sobrinhos, muitos músicos continuam despontando graças à iniciativa do meu avô de ensinar música aos filhos para que não fossem convocados para as linhas de frente na época da Segunda Grande Guerra.
O próprio Paulo aprovou a letra e gravou com a SAGA "Ao Velho Pedro" sendo essa sua última e maravilhosa gravação de estúdio, com um solo sensacional que ele "tocou de primeira". A letra fala do comportamento educado que se deve ter num baile de gafieira, da dança de salão, do clima da orquestra e do amor dos casais de todas as idades.

"Para dançar Gafieira com perfeição
Não vá chegar afobado pelo salão
Então chegue bem devagar, puxa pra cá, roda pra lá outra vez
E vai ficar com a orquestra até de manhã
Depois sair pelas ruas cantando a imaginar
Que o baterista vai virar
E o Velho Pedro novamente improvisar..."
                  AO VELHO PEDRO
                (Paulo Moura/Gabriel Moura)




SCC: Vindo de uma família “musical”, como vê atualmente as várias bandas e espaços de Gafieira?

Gabriel Moura: Vejo que as pessoas querem ficar mais juntas, dançar a dois, curtir o estilo musical e o gênero Gafieira. Muitos grupos e muitas casas  bacanas surgindo principalmente no Rio de Janeiro e também em São Paulo. O público só tem a ganhar e os músicos adoram porque os obriga a tocar bem mais que os quatro acordes da música pop, do Rock e da própria MPB atual.


SSC: Seu tio, Paulo Moura, fez releituras instrumentais de vários sucessos como os de Dorival Caymmi, Pixinguinha e Jobim. Você como músico e vocalista tem também essa proposta?

Gabriel Moura: A SAGA me deu essa oportunidade de gravar releituras como "Sábado a Noite" do Maurício Tapajós e do Paulo Cesar Pinheiro por exemplo, que é uma pérola e "Magia do Samba" do José Maurício de Paula, que o Paulo Moura também gravou no disco Gafieira Etc e Tal. 


SCC: O que mais marcou ou poderíamos dizer, qual a grande herança deixada por Paulo Moura?

GM: Essa forma dele lidar com os músicos e com a música. Esse respeito com o público e com o espetáculo. Ele dizia: Na gravação você pode cantar dentro das "4 linhas" mas no show, tem que transcender: tem que dar espetáculo. É isso que o público quer ver.

SSC: O que significa Social Samba 
pra você?

Gabriel MouraO samba é uma grande ferramenta social de convivência, alegria, participação e um dos maiores ícones da cultura 
brasileira. Porém já não é mais
 do Rio e nem se importam mais
 se nasceu de fato na Bahia ou 
não. O fato é que ele hoje é 
também um grande ícone cultural 
em São Paulo e no mundo, assim como o jazz, o rock, o reggae etc.

SSC: Para encerrar nossa entrevista, por favor, deixe sua mensagem e agenda da  Orquestra SAGA de Gafieira.

GM: Aproveitem a Gafieira! Curtam os bailes e as orquestras. Dancem, cantem, amem, se divirtam, que a vida é uma só!

   
Para quem não conhece o saudoso Paulo Moura, o site é bem completo e vale a pena acessar: www.paulomoura.com.br


PRÓXIMOS EVENTOS DA SAGA

Dia: 12 de agosto e 26 de agosto – Domingos // Horário: 18h00 // Local: SESC Pompeia – Rua Central // Endereço: Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo // Evento: Cortejo fazendo referência a enredos da Lapa carioca, berço da miscigenação no Rio de Janeiro e do encontro e convivência entre as esferas rural e urbana. // Preço: GRÁTIS

Dia: 30 de agosto – Quinta-feira // Horário: 21h30 // Local: SESC Pompeia – Choperia // Endereço: Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo // Evento: Show do Projeto Paulo Moura: Confusão Urbana, Suburbana e Rural // Preços: R$ 20,00 – Inteira - R$ 10,00 – para usuários inscritos no SESC e dependentes, pessoas com mais de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante; R$ 5,00 – Trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no SESC e dependentes. 

Dia: 31 de Agosto – Sexta –feira // Horário: 23h30 // Local: Grazie a Dio Endereço: Rua Girassol, 67 – Vila Madalena – São Paulo // Evento: Show de Gafieira com repertório renovado incluindo sucessos de Forró. // Preços: Mulheres – R$ 20,00  Homens – R$ 25,00 

Dia: 6 de setembro – Quinta-feira // Horário: 23h30 // Local: Bourbon Street Endereço: Rua dos Chanés, 127 – Moema – São Paulo // Evento: Show de Gafieira com repertório renovado incluindo sucessos de Forró // Preços: R$ 40,00 ou  R$ 25,00 - com nome na lista pelo email: cris.crisamin@gmail.com