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DIA MUNDIAL DA DANÇA EM OSASCO/SP






O Dia Mundial da Dança em Osasco é uma iniciativa da Secretaria de Esportes Municipal da cidade, Fundo do Social de Solidariedade e foi idealizado pelo dançarino e empresário Paulo "Samba de Rua".O Evento acontece em 26 de abril a partir das 13 horas no Centro de Eventos Pedro Bortoloso, localizado na avenida Visconde de Granada, 53 no Jardim Alvorada em Osasco.

Entre as atrações haverá shows de dança e aulões de dança de salão. axé, sertanejo, zumba, dança do ventre e dança afro. Para participar do evento basta levar um kilo de alimento não perecível ou um brinquedo novo no ponto de troca pelo ingresso na Academia Municipal, localizada  na avenida dos Autonomistas, 147, centro de Osasco.














SAMBA tem destaque no Baila Floripa

   

Ziriguidum na ilha da magia

 
Na Mostra de Dança de Salão de Florianópolis – Baila Floripa o samba não precisa pedir passagem. O mais brasileiro dos ritmos tem lugar garantido em toda a programação da 14ª edição de um dos maiores eventos do gênero no País, que ocorrerá de 18 a 21 de abril.


Dos 79 workshops que serão ministrados por 86 professores no centro de convenções do Majestic Palace Hotel, dez são dedicados a ele. Alunos de nível iniciante e intermediário/avançado poderão assistir a aulas de samba, samba de boteco, samba de gafieira, samba no pé e samba-rock, tendo como professores Patrick Carvalho, do Rio de Janeiro; Moskito e Anna Paula, de São Paulo; Katiusca Dickow, de Porto Alegre; Leandro Murillo, Gabriel Ferreira e Aline Menezes, Marcelo Leal e Lívia Veras, James Batista e Andréia Zaida, de Florianópolis.
Os passos de samba também terão destaque entre os quatro curtos espetáculos catarinenses convidados para a noite de abertura da mostra coreográfica, como também nas duas sessões seguintes, quando serão exibidos 49 trabalhos de grupos selecionados, professores, participantes especiais e convidados, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura, sempre às 20h.

Para cada dia do evento foi agendado um baile temático no hotel Majestic, às 22h30, com som ao vivo de músicos locais, seguidos do DJ Zé do Lago, de São Paulo. A noite reservada ao samba será segunda-feira, véspera do feriado de Tiradentes, animada pela banda Essência. E antes do baile de encerramento, dia 21, às 21h30, serão disputadas as etapas finais do 10° Baila Duo – Concurso de Duplas de Dança de Salão, nas categorias amador e profissional, tendo o samba como um dos ritmos exigidos para ambas.


Acervo histórico - Os Originais do Samba

Os Originais do Samba 
Por Thiago Amorim - Historiador e Poeta


Um Samba de grande valor sempre ultrapassa os limites do tempo e alcança outras gerações; e, se tratando de sambas valiosos, os Originais do Samba possuem um inestimável tesouro

A princípio, eles se chamavam Os Sete Modernos do Samba – nome sugestivo para um grupo cuja música é atemporal e a atemporalidade é uma característica fundamental para canções que devem se tornar memoráveis. Afinal, quem nunca dançou um bom samba-rock ao som de “Falador Passa Mal”? Quem nunca riu com o trocadilho [proposital ou não] no refrão da música “A Dona do Primeiro Andar”? Quem nunca cantou numa roda de samba “Esperanças Perdidas”? Eis aí o que faz desse grupo uma das principais referências do nosso samba e é forçoso que nos lembremos o quanto eles contribuíram para o enriquecimento da nossa música popular.
 
Formado originalmente por Mussum [reco-reco]; Rubão [surdo]; Bigode [pandeiro]; Bidi [cuíca]; Chiquinho [ganzá] e Lelei [tamborim], o grupo começou a se apresentar no início da década de 60 em espetáculos no Copacabana Palace como “O Teu Cabelo Não Nega” e, depois de excursionar pelo México, fixou-se em São Paulo. Entre os diversos festivais que participou, acompanhou Elis Regina na Primeira Bienal do Samba com a canção vencedora “Lapinha” de Baden Powel. A cada novo álbum que o conjunto gravava sempre havia um samba que faria muito sucesso – o que lhe rendeu, no início da década de 70, três discos de ouro!

Muito além do canto em uníssono, da roupa padronizada e do bom humor, “Los Siete Diablos de La Batucada”, como brincou uma vez Mussum, tinham entre si outra especial sintonia: um carisma, uma camaradagem que os fez cair rapidamente no gosto do público – talvez pela identificação, porque eles eram muito mais do que meramente músicos: eles representavam, de certo modo, a simplicidade e a alegria do povo. De fato, nesse quesito Os Originais do Samba faziam jus ao seu nome e isso se refletia em suas apresentações. Eles também conquistaram a simpatia de artistas ilustres, tais como Chico Buarque, Martinho da Vila, Jair Rodrigues, Toquinho e Vinícius de Moraes gravando ao lado de cada um deles e tiveram o grande privilégio de ser o primeiro conjunto de samba a tocar no Olympia de Paris.

  No final dos anos 70, após recusar algumas propostas para ingressar na carreira televisiva, Mussum foi convencido por Manfried Santana [Dedé Santana] a juntar-se aos Trapalhões. A partir de então, o grupo sofreu algumas alterações; no entanto, seguiu seu caminho pelo qual passaram outros grandes nomes como Almir Guineto e Branca di Neve. Atualmente o conjunto está na ativa se apresentado pelo Brasil; também inspira e influencia outros grupos que propagam a magnífica cultura do samba-rock, como deve ser. O fato é que um bom samba é de lei: ele não nasce para ser tão-somente apreciado, mas perpetuado! Que outras gerações venham e conheçam os sambas de grande valor que foram divinamente compostos para elevar nossas almas ao sublime: Viva Os Originais do Samba! Viva o samba-rock!