O Dia Mundial da Dança em Osasco é uma iniciativa da Secretaria de Esportes Municipal da cidade, Fundo do Social de Solidariedade e foi idealizado pelo dançarino e empresário Paulo "Samba de Rua".O Evento acontece em 26 de abril a partir das 13 horas no Centro de Eventos Pedro Bortoloso, localizado na avenida Visconde de Granada, 53 no Jardim Alvorada em Osasco.
Entre as atrações haverá shows de dança e aulões de dança de salão. axé, sertanejo, zumba, dança do ventre e dança afro. Para participar do evento basta levar um kilo de alimento não perecível ou um brinquedo novo no ponto de troca pelo ingresso na Academia Municipal, localizada na avenida dos Autonomistas, 147, centro de Osasco.
ACONTECEU: Redação por Vera Marini Ontem, domingo 3 de agosto, assim como todos os domingos a partir das 15h , no Boteco de Todos os Santos , rua Aspicuelta, 520 – Vila Madalena, aqui em São Paulo, o encontro de Samba com o Grupo Praça do Samba.
O grupo composto pelos músicos Marcelo Kurshal – Cavaco, Paulo Ribeiro – violão, Samba Sam – surdo, André Kurchal – pandeiro, Franklin Santos - percussão e a cantora Jana Teodoro que maravilhosamente dá um toque de “Elza Soares” em sua interpretação, apresentam clássicos do Samba que fazem todos do boteco cantar, sambar e não ter vontade de ir embora. Até quem está passando pela rua, para pra curtir.
A casa é bem gostosa, acessibilidade garantida, valet, preços honestos no cardápio que possui interessante carta de bebidas e comidinhas de boteco. O diferencial dele são as tapiocas nas versões salgadas e doces o que muito alegra silíacos e amigos lá do Norte como Moises Bandeira. Social Samba Club conferiu e recomenda!
Grupo Praça do Samba Boteco de Todos os Santos Rua Aspicuelta, 520 - Vila Madalena - São Paulo
"Aqui no nosso fundo de quintal Os corações batem com mais amor Você que ama como nós solte a voz Solte a voz do seu interior"
Existe maior satisfação do que o regresso de alguém querido?
Por Thiago Amorim - Historiador e Poeta
Em clima de celebração, o paulistano Mário Sérgio, integrante do Fundo de Quintal de 1991 a 2008,
está de volta após exatos cinco anos. Por isso, nada mais oportuno do que falar
desse grupo que serve como referência do verdadeiro Samba.
O conjunto se
originou a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos e era composto
inicialmente por Almir Guineto, Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci [filho do
célebre sambista João da Baiana], Sereno, Sombrinha e Ubirany – só mais tarde,
em 1981 [com a saída de Almir Guineto, Neoci e Jorge Aragão], Arlindo Cruz e
Walter Sete Cordas entrariam no grupo.
Eles se reuniam semanalmente para tocar
e o seu som chamou a atenção de muita gente importante no cenário do samba como
Beth Carvalho que os revelou em seu álbum “De Pé no Chão” de 1978; nessas
reuniões o repertório do grupo variava entre sambas de sua própria autoria e
canções de sambistas ilustres utilizando-se de instrumentos até então incomuns
nas rodas de samba como o banjo com braço de cavaquinho [criado por Almir
Guineto], o tantã [criado por Sereno] e o repique-de-mão [criado por Ubirany].
Tal junção permitia que o som lhes saísse de modo diferenciado, o que
influenciou diretamente outros grupos naquela época criando assim um subgênero
musical: o pagode.
Há quem diga
que pagode não se trata de um subgênero, mas que a palavra se refere a uma reunião de sambistas; no entanto, o título apareceu talvez
por conta da especificidade do som que lhe é atribuído o qual nos traz à memória
exatamente essas reuniões quando o escutamos. Muitos grupos partiram para uma
linha mais romântica e deixaram de dar ênfase nesse som que caracteriza as
rodas de samba; o Fundo de Quintal, mantém essencialmente essa
tradição e nos remete ao cenário que o seu próprio nome sugere, preservando o
que há de mais autêntico no samba: a espontaneidade.
É impressionante a
quantidade de prêmios que o grupo vem colecionando com o passar dos anos; basta
dizer que em 24 edições do Prêmio da Música Brasileira, o Fundo de Quintal
reuniu 17 premiações como melhor grupo em sua categoria, sem falar nos discos
de ouro e platina sendo o primeiro no gênero a alcançar um número superior a
500.000 cópias! Não é à toa, afinal o Fundo de Quintal sempre foi constituído
por sambistas respeitáveis e, com o retorno de Mário Sérgio, o conjunto passa a
ter a seguinte formação: Mário Sérgio [cavaco], Ronaldinho [banjo], Sereno
[tantã], Ademir Batera, Bira Presidente [pandeiro] e Ubirany [repique-de-mão].
O Fundo de Quintal
é fonte obrigatória para aqueles que desejam ouvir o que de melhor é produzido
em termos de samba e uma forma de resistência para os que zelam pelas suas
raízes. Que a energia de todo um povo contida no som desse formidável grupo
contagie o coração da juventude para que se perpetue a cultura mais valiosa que
temos, porque o samba é feito do improviso que há nos versos dos partideiros,
da ginga dos malandros nas gafieiras e da alegre batucada num fundo de quintal.
No Salão, na passarela, na praia e no sítio. Quando toca ninguém fica parado. Muitos são os gêneros e estilos. Dança em Pauta recomenda: na dúvida caia em todos os sambas!
Música oficial do Brasil, este foi o status que o presidente Getúlio
Vargas, na década de 30, conferiu ao Samba. Graças ao incentivo do
eterno pai da nação, o Samba é símbolo da cultura nacional e divulga a
beleza e potencial do nosso país.
"Quando o assunto é dança a riqueza é tão grande quanto a origem da música."
Segundo historiadores a raiz do samba é originária de um ritmo
religioso, o Semba ou umbigada – em razão da forma como era dançado. O
samba-maxixe “Pelo Telefone” é considerado o primeiro registro oficial
do ritmo, cujas origens muito se assemelham a formação do nosso país. "O Samba é fruto da simbiose de culturas que assim como a feijoada é caldeirão de sabores. "