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Magnólia presenteia público com noite de Samba - entrada livre (25/08)


Música brasileira com entrada gratuita para comemoração dos 10 anos de Magnólia

Instalado em uma construção de 1930, prédio onde funcionava a Padaria Madrid até os anos 90, o Magnólia Villa Bar, reconhecido como o melhor bar de música ao vivo se São Paulo, completa 10 anos na próxima terça-feira (25/08).

Para comemorar, a casa presenteia o público com uma noite de Samba para dançar com Kadu Ayala e a Banda Joga Bonito com entrada gratuita! Segundo o sócio da casa, Alexandre Rioli, esta noite marca uma nova fase do Magnólia. “Estamos comemorando 10 anos com muitas novidades. Estamos com uma nova decoração, mas mantendo o estilo retrô da casa. Investimos na carta de cervejas e no atendimento para encarar com qualidade a próxima década”, destaca.

Atrações

A casa é um ponto de encontro de Samba em São Paulo e mantém durante a semana programação musical brindando o público com Chorinhos, Samba-Rock, Sambas de Gafieira. E nas noites de quarta traz o Blues Jam Session, um encontro de músicos de tirar o fôlego, dedicado a clássicos do Blues, Rock e Jazz interpretados ao vivo.

No cardápio do bar, uma seleção do que há de mais tradicional na cozinha de boteco, acompanhada por uma interessante carta de bebidas. Destaque para os exclusivos bolinhos de berinjela, bolinhos de mandioca com carne seca e o  frango ao quatrilho.

História do Magnólia

O século mudou assim como mudaram os arredores da antiga padaria, mas o prédio se manteve nos fazendo recordar ou conhecer fatos, personagens e comportamentos de uma época. O Magnólia é um pouco da história de cada um de nós paulistanos: o piso hidráulico, o mobiliário, as fotos, os espelhos e as iguarias tipicamente italianas  do cardápio.

A concepção do Magnólia partiu de 4 amigos, um designer e profissional de marketing, um músico e engenheiro somados a um administrador e a um arquiteto. O resultado é uma atmosfera agradável e requintada, decorada com objetos de época, fotos antigas, rádios a válvula e outros objetos cheios de história.

O nome Magnólia foi uma homenagem à avó de um dos sócios; uma senhora italiana que passou grande parte de sua vida recebendo familiares e amigos em sua casa, ao redor de sua mesa farta e de seu coração maternal.

Serviço

O que: 10 anos de Magnólia Villa Bar
Quando: Terça-feira (25/08) às 18h00 - Música ao vivo as 21h00
Quanto: Entrada gratuita

Onde: Rua Marco Aurélio, 884 - Lapa, São Paulo-SP 05048-000

Acervo histórico - Os Originais do Samba

Os Originais do Samba 
Por Thiago Amorim - Historiador e Poeta


Um Samba de grande valor sempre ultrapassa os limites do tempo e alcança outras gerações; e, se tratando de sambas valiosos, os Originais do Samba possuem um inestimável tesouro

A princípio, eles se chamavam Os Sete Modernos do Samba – nome sugestivo para um grupo cuja música é atemporal e a atemporalidade é uma característica fundamental para canções que devem se tornar memoráveis. Afinal, quem nunca dançou um bom samba-rock ao som de “Falador Passa Mal”? Quem nunca riu com o trocadilho [proposital ou não] no refrão da música “A Dona do Primeiro Andar”? Quem nunca cantou numa roda de samba “Esperanças Perdidas”? Eis aí o que faz desse grupo uma das principais referências do nosso samba e é forçoso que nos lembremos o quanto eles contribuíram para o enriquecimento da nossa música popular.
 
Formado originalmente por Mussum [reco-reco]; Rubão [surdo]; Bigode [pandeiro]; Bidi [cuíca]; Chiquinho [ganzá] e Lelei [tamborim], o grupo começou a se apresentar no início da década de 60 em espetáculos no Copacabana Palace como “O Teu Cabelo Não Nega” e, depois de excursionar pelo México, fixou-se em São Paulo. Entre os diversos festivais que participou, acompanhou Elis Regina na Primeira Bienal do Samba com a canção vencedora “Lapinha” de Baden Powel. A cada novo álbum que o conjunto gravava sempre havia um samba que faria muito sucesso – o que lhe rendeu, no início da década de 70, três discos de ouro!

Muito além do canto em uníssono, da roupa padronizada e do bom humor, “Los Siete Diablos de La Batucada”, como brincou uma vez Mussum, tinham entre si outra especial sintonia: um carisma, uma camaradagem que os fez cair rapidamente no gosto do público – talvez pela identificação, porque eles eram muito mais do que meramente músicos: eles representavam, de certo modo, a simplicidade e a alegria do povo. De fato, nesse quesito Os Originais do Samba faziam jus ao seu nome e isso se refletia em suas apresentações. Eles também conquistaram a simpatia de artistas ilustres, tais como Chico Buarque, Martinho da Vila, Jair Rodrigues, Toquinho e Vinícius de Moraes gravando ao lado de cada um deles e tiveram o grande privilégio de ser o primeiro conjunto de samba a tocar no Olympia de Paris.

  No final dos anos 70, após recusar algumas propostas para ingressar na carreira televisiva, Mussum foi convencido por Manfried Santana [Dedé Santana] a juntar-se aos Trapalhões. A partir de então, o grupo sofreu algumas alterações; no entanto, seguiu seu caminho pelo qual passaram outros grandes nomes como Almir Guineto e Branca di Neve. Atualmente o conjunto está na ativa se apresentado pelo Brasil; também inspira e influencia outros grupos que propagam a magnífica cultura do samba-rock, como deve ser. O fato é que um bom samba é de lei: ele não nasce para ser tão-somente apreciado, mas perpetuado! Que outras gerações venham e conheçam os sambas de grande valor que foram divinamente compostos para elevar nossas almas ao sublime: Viva Os Originais do Samba! Viva o samba-rock!