Mostrando postagens com marcador modernos do samba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador modernos do samba. Mostrar todas as postagens

GAFIEIRA DO AMORIM

GAFIEIRA DO AMORIM Projeto de dança e música



GAFIEIRA DO AMORIM é um novo projeto de festa do professor Marcelo Amorim que visa levar aos alunos e adeptos do bom samba e boa música em geral, um ambiente diferenciado dos bailinhos convencionais que já acontecem na academia.

Para tanto Marcelo Amorim firmou parceria com o renomado grupo de samba brasiliense Bom Partido que com muita categoria deixou a noite pra lá de agradável e, buscou apoio de empresas locais em distintos seguimentos que prontamente abraçaram a ideia.

A decoração para a festa visou deixar a vontade até aqueles que não vivenciam o ambiente academia de dança. Assim, pessoas que não são frequentadoras das escolas também puderam se sentir a vontade no evento. A idéia é agregar no bom estilo “Junto e Misturado”!

A primeira GAFIEIRA DO AMORIM aconteceu no dia 21 de setembro deste ano e, teve como padrinho, nada mais nada menos que CARLINHOS DE JESUS! O convidado vip ficou tão a vontade com a energia do ambiente que após abrir oficialmente o evento com belas palavras e dançar divinamente bem com sua partner Michelle Barreto, ainda dividiu uma dança com Marcelo Amorim, cantou com a Banda e acompanhou a percussão  tocando com duas colheres! Quem nunca viu esta outra habilidade do Carlinhos não sabe o que está perdendo.

O evento, como se era de esperar, entrou madrugada a dentro encostando na alvorada, obrigando a organização lembrar aos convidados que, 11h da matina tinha aulão de samba no pé com o mestre, aulão Junto e Misturado com Carlinhos e Marcelo e um bate papo pra lá de descontraído entre alunos e o De Jesus!

A GAFIEIRA DO AMORIM terá esse formato de evento com música ao vivo, convidado especial, decoração diferenciada e energia lá no ALTO!

Aguardem a próxima!

Acervo histórico - Os Originais do Samba

Os Originais do Samba 
Por Thiago Amorim - Historiador e Poeta


Um Samba de grande valor sempre ultrapassa os limites do tempo e alcança outras gerações; e, se tratando de sambas valiosos, os Originais do Samba possuem um inestimável tesouro

A princípio, eles se chamavam Os Sete Modernos do Samba – nome sugestivo para um grupo cuja música é atemporal e a atemporalidade é uma característica fundamental para canções que devem se tornar memoráveis. Afinal, quem nunca dançou um bom samba-rock ao som de “Falador Passa Mal”? Quem nunca riu com o trocadilho [proposital ou não] no refrão da música “A Dona do Primeiro Andar”? Quem nunca cantou numa roda de samba “Esperanças Perdidas”? Eis aí o que faz desse grupo uma das principais referências do nosso samba e é forçoso que nos lembremos o quanto eles contribuíram para o enriquecimento da nossa música popular.
 
Formado originalmente por Mussum [reco-reco]; Rubão [surdo]; Bigode [pandeiro]; Bidi [cuíca]; Chiquinho [ganzá] e Lelei [tamborim], o grupo começou a se apresentar no início da década de 60 em espetáculos no Copacabana Palace como “O Teu Cabelo Não Nega” e, depois de excursionar pelo México, fixou-se em São Paulo. Entre os diversos festivais que participou, acompanhou Elis Regina na Primeira Bienal do Samba com a canção vencedora “Lapinha” de Baden Powel. A cada novo álbum que o conjunto gravava sempre havia um samba que faria muito sucesso – o que lhe rendeu, no início da década de 70, três discos de ouro!

Muito além do canto em uníssono, da roupa padronizada e do bom humor, “Los Siete Diablos de La Batucada”, como brincou uma vez Mussum, tinham entre si outra especial sintonia: um carisma, uma camaradagem que os fez cair rapidamente no gosto do público – talvez pela identificação, porque eles eram muito mais do que meramente músicos: eles representavam, de certo modo, a simplicidade e a alegria do povo. De fato, nesse quesito Os Originais do Samba faziam jus ao seu nome e isso se refletia em suas apresentações. Eles também conquistaram a simpatia de artistas ilustres, tais como Chico Buarque, Martinho da Vila, Jair Rodrigues, Toquinho e Vinícius de Moraes gravando ao lado de cada um deles e tiveram o grande privilégio de ser o primeiro conjunto de samba a tocar no Olympia de Paris.

  No final dos anos 70, após recusar algumas propostas para ingressar na carreira televisiva, Mussum foi convencido por Manfried Santana [Dedé Santana] a juntar-se aos Trapalhões. A partir de então, o grupo sofreu algumas alterações; no entanto, seguiu seu caminho pelo qual passaram outros grandes nomes como Almir Guineto e Branca di Neve. Atualmente o conjunto está na ativa se apresentado pelo Brasil; também inspira e influencia outros grupos que propagam a magnífica cultura do samba-rock, como deve ser. O fato é que um bom samba é de lei: ele não nasce para ser tão-somente apreciado, mas perpetuado! Que outras gerações venham e conheçam os sambas de grande valor que foram divinamente compostos para elevar nossas almas ao sublime: Viva Os Originais do Samba! Viva o samba-rock!