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Rio in Sampa: Samba paulista e carioca em sintonia
Redação por Vera Marini, Edição por Thaís Marini

O “Rio in Sampa” é um evento idealizado por Anna Paula Cruz, ícone do Samba-Rock, com a proposta de mesclar 2 workshops de Samba: Samba de Gafieira – tipicamente carioca e Samba-Rock – o mais paulistano de todos os ritmos.
Nesta primeira edição, no dia 01 de setembro, teremos o encontro  de Samba de Gafieira na modalidade Gafieira Show, ministrado por Sheila Aquino e Marcelo Chocolate e Samba-Rock Ladies, ministrado pela própria Anna Paula, pioneira no desenvolvimento de enfeites para as damas que se aventuram neste ritmo.
Os workshops serão para pessoas que já dançam Samba de Gafieira e Samba-Rock e querem enriquecer e aperfeiçoar seu desempenho na Dança. A aula de Gafieira Show terá duas horas de duração (das 16h às 18h) e a de Samba Rock Ladies, uma ( das 18h30 às 19h30) com meia hora de intervalo entre uma aula e outra.

Após essas práticas, um baile fará o fechamento do evento. A ideia é proporcionar o aprendizado de dois ritmos aos alunos que poderão treinar os passos aprendidos já durante o baile, na hora seguinte à aula.
No baile teremos seleção de Sambas pelos DJs Marco Matolli e Ney Braga, e também cortinas de outros ritmos para os adeptos dos tablados mostrarem também seu potencial.
O evento contará ainda com apresentações por profissionais da Dança. E tudo isso numa casa charmosa, bem localizada, com excelente espaço comportando aproximadamente mil pessoas e todos os serviços indispensáveis para um evento de qualidade: vallet, chapelaria, seguranças.







Rio in Sampa
Data: 1º de setembro, domingo
Local: Espaço Santa Clara
Endereço: Rua João Ramalho, 1085
Horário das aulas: das 16h às 19:30h
Horário do Baile: das 19:30 h
Preços:
Aula de Gafieira Show com Sheila Aquino e Marcelo Chocolate:
Individual: R$ 60,00         Casal: R$ 100,00
Aula de Ladies: R$ 50,00
Aula de Gafieira Show + Aula de Ladies: R$ 150,00
Baile: R$ 25,00
Aulas + Baile: Os participantes do workshop terão acesso livre ao baile




 I Troféu Baila Mundo faz homenagem à Dança
Redação por Vera Marini, Edição por Thaís Marini

Dia 10 de agosto acontecerá o I Troféu Baila Mundo - São Paulo, evento em que professores e escolas melhor avaliadas pelo público serão homenageados. Um dia com workshops, premiação, apresentações de dança que contarão um pouco a história da Dança de Salão em São Paulo e baile para todos os participantes. Tudo isso objetivando a união entre escolas, profissionais e alunos de Dança de Salão de forma a valorizar e aprimorar cada vez mais as práticas realizadas nesta área e registrar a história que está sendo construída por todas estas pessoas.

São Paulo será a sede da primeira edição do Troféu Baila Mundo por ter sido uma das cidades precursoras da Dança de Salão no Brasil com a criação da Escola de Danças e Boas Maneiras “Madame Poças Leitão” em 1915, grande homenageada da noite.

As categorias a serem homenageadas serão as seguintes:

- Professores destaques eleitos pelos alunos 
- Professor destaque eleito pelos professores 
- Escola destaque 

Todo o processo de avaliação se dará pela internet através do site:  www.bailamundo.com.br

Somente dia 10 de agosto, em cerimônia no espaço Yano, a partir das 20h, serão revelados os homenageados de cada categoria. Para celebrar a noite, acontecerá o grande baile com DJ Zé do Lago, banda e apresentações.

Mais do que um evento, trata-se de uma avaliação feita pelo público e profissionais, diagnosticando a qualidade da Dança de Salão atual. Que os resultados obtidos sirvam para uma reflexão a respeito das práticas pedagógicas, marquem início de trocas e parcerias e acima de tudo, norteiem ações que integrem cada vez mais o universo da Dança.

“O Social Samba Club, apoia e reconhece a iniciativa da organização do Troféu Baila Mundo. A Dança de Salão é carente de eventos como este que promovam e reconheçam o talento e o trabalho dos profissionais. É preciso destacar e valorizar o que é bom, só dessa maneira a “Dança a Dois” vai chegar um dia ao patamar que merece estar.” comentaThiago Castilha


Professores dos Workshops do evento





Data: 10 de agosto de 2013
Workshops de dança: 09h às 18h
Cerimônia de premiação: das 20:30h às 23:00h
Baile: 23h às 03h
Local: Espaço Yano
Rua Potsdan, 138 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3648-9317

Organização: BAILA MUNDO, SAMBAROCKGOL e YANO,

Pontos de venda:

Espaço de Dança Andrei Udiloff
Milena Malzoni Dance Center
Stella Aguiar Núcleo de Dança
Interativa Dance
Centro de Dança Jaime Arôxa Campo Belo
Academia Duda Lima
Cia Terra Academia de Dança
Clube Latino Espaço de Dança
Solum Escola de Dança

Contatos:

Buffet Yano: (11) 3648-9317
Gledson Silva: (11)9 8209-9366
Marquinhos Willian: (11)9 8124-1768

Curiosidades:
A história de Madame Poças Leitão: http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Po%C3%A7as_Leit%C3%A3o
Madame Poças Leitão no Face: https://www.facebook.com/MadamePocasLeitao
Carla Salvagni nos fala um pouco de Madame Poças Leitão : http://falandodedanca.blogspot.com.br/2007/06/um-pouco-de-histria.html
VÍDEO DA SEMANA #5 

Este vídeo é uma homenagem ao Samba de São Paulo: Samba-Rock. Foi feito em 2012 num dos pontos históricos e turísticos da cidade que é a Estação da Luz .Dançando na plataforma estão Marquinhos William e Camila Camargo contrapondo a suavidade e leveza de seus passos com a austeridade das ferragens e o rústico do piso.




“A Coreografia Luz nasceu da nossa vontade em enriquecer o cenário artístico do Samba-Rock, com foco na dança. A concepção deste trabalho aconteceu durante 6 meses e tínhamos como objetivo enaltecer a qualidade musical do Samba-Rock, assim como evidenciar as movimentações, traços, figurino e técnica da dama na fluência dos movimentos com o seu parceiro e dentro do estilo em si.

Estudamos muito até encontrar nosso caminho! A repercussão deste trabalho, foi incrível! Pudemos mostrar um estilo contemporâneo, com a preocupação em manter a identidade do estilo tradicional, assim como uma opção diferente para o público da Dança.

A Estação da Luz foi o cenário perfeito, escolhido para gravação do vídeo oficial da Coreografia Luz. Ela trouxe  brilho e sentido para todo o propósito deste trabalho.Temos um imenso carinho por este trabalho.”

Camila Camargo e Marcos Willian.
Samba Rock Gol



O Samba nas lentes de Felipe Mariano

Redação por Vera Marini, Edição por Thaís Marini


O  Samba em sua essência é mais do que um ritmo ou uma dança. É um todo cultural e desperta em várias escolas artísticas o desejo de registrá-lo. Música, Dança, Pintura, Gastronomia, Literatura... É todo esse universo de manifestações que o torna tão encantador.

Todos sabemos da importância que os registros têm para a pesquisa e para o entendimento do nosso momento atual.São informações que vamos deixar para a escrita histórica precisa desse ritmo tão querido. As lentes de Felipe Mariano contribuem de forma significativa para isso, clicando o cotidiano do Samba em várias situações.

Felipe Mariano do Nascimento é formado em arquitetura e design gráfico. Fotografia era somente um hobby, que virou paixão e hoje é profissão. Há 2 anos, Felipe trabalha com fotografia mas dá enfoque  especial a registros de espetáculos e rua.



SSC - Qual a sua história com o Samba?

Felipe Mariano -  Apesar de ter um gosto musical eclético, sempre tive preferência por prestigiar música brasileira, especialmente o Samba. Desde sempre procuro ir a shows ou frequentar bares e lugares que tenham uma roda de Samba. Sempre são os lugares mais animados para ir!

Há 3 anos me matriculei na Solum, uma escola de Dança de Salão, para aprender a dançar Samba-Rock e Gafieira. Lá conheci muita gente com os mesmos interesses em comum. Não perco nenhum baile da escola e procuro estar sempre presente nos lugares onde os meus amigos combinam de ir dançar Samba. Não sou nenhum Carlinhos de Jesus, claro, mas o importante é a diversão.

SSC - O que faz você ter vontade de registrar imagens de  Samba?

Felipe Mariano -  Como disse o fotógrafo Henri-Cartier Bresson, "Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração". Partindo dessa ideia, eu lhe digo que o olhar de cada fotógrafo (profissional ou amador) tende a ser direcionado ao que – de alguma forma – mexe com o seu coração ou sua mente. Adoro Samba, gosto da energia que o ritmo transmite! Sempre me gera cenas alegres para registrar. Pelo menos, eu nunca vi ninguém sambando com cara fechada…

SSC - Existe uma preparação para o registro ou você percebe a
oportunidade e o faz? 

Felipe Mariano - A única preparação é referente ao estado de espírito. Prefiro captar cenas espontâneas, sem que ninguém perceba que estou ali fotografando. Na verdade, seria ótimo se pudesse me tornar invisível em certos momentos.

SSC - Qual a emoção de ver a 
imagem revelada de maneira tão bela?

Felipe Mariano - Sensação de dever cumprido, de emoção eternizada.

SSC - Sua leitura do Samba é uma foto que passa o real e ao mesmo tempo tem uma delicadeza toda singular. Você busca isso quando vai fazer a foto? Um real, mas que transcende com sua delicadeza?

Felipe Mariano -  Na mosca! Quase sempre procuro cenas reais, sim. Mas é aí que entra a leitura do fotógrafo. Por exemplo: em muitas situações, a cena à minha frente, realmente, pode ser algo diferente do que está me parecendo. Não procuro entender exatamente qual é a realidade daquela situação, vou lá e clico a realidade que eu enxerguei. Nesse caso, estou registrando a minha realidade, o que me parece real, entende?

SSC -A foto em branco e preto de certa forma contribui para isso? Aliás, você gosta dessa opção – branco e preto. Por que? Talvez para passar uma ideia de atemporalidade?  

Felipe Mariano - Certamente! A foto em PB tem uma leitura mais pura. Quando não há cores, outros elementos da foto (expressões, formas, movimento, texturas etc.) ganham força 
Além de atemporalidade, o PB é mais poético. A cor é uma informação que pode ser irrelevante, ou até mesmo atrapalhar o observador da foto. Fisiologicamente, a informação "cor" é o que o cérebro processa primeiro quando olhamos para algo. Desse modo, se a foto estiver ótima, mas com cores ruins, vamos tender a não gostar muito da foto. Ou seja, a cor está atrapalhando a foto, entende? Um fotógrafo de rua em uma cidade como São Paulo, por exemplo, tem um trabalho redobrado para captar cores com excelência. Eu tenho.

SSC - Dentro do Samba, qual a sua temática preferida? Mulheres, malandros, baianas, casais…?

Felipe Mariano -  Ainda não tinha parado pra pensar nisso, sabia? Observando novamente as minhas fotos de Samba, vi que tenho uma quantidade muito parecida de cada temática. Mas as que mais gosto são as de mulheres. As fotos com elas têm mais movimento, mais expressões, mais "explosão"… Elas "se jogam" mais no Samba!

SSC - Quais as dificuldades em se fazer registros de Samba ?

Felipe Mariano - Tecnicamente, quando há pouca luz. Ou quando não estou em um dia muito bom e tenho que captar cenas alegres… Aí me exige um trabalho interno, uma certa concentração.

Felipe Mariano ministra cursos de fotografia para iniciantes todos os meses em meu escritório na Consolação. As duas próximas turmas  iniciarão nos dias 20/04 das 10h às 14h; e outra dia 25/04 das 19h às 23h. Realiza palestras e cursos se necessário e conforme interesse fora do seu local de trabalho.


Para mais informações:






E depois do Carnaval? ...

Redação por  Vera Marini, Edição por Thaís Marini


O Carnaval passou, começamos o ano, mas fica a pergunta: o que acontece com as quadras das Escolas de Samba depois do Carnaval?
Convidamos  Clerton Vieira para conversar conosco a respeito.
Nome completo: Clerton Vieira.
Técnico em Hotelaria e Eventos, Pós graduando em Psicopedagogia.
Coreógrafo há  28 anos e produtor de eventos há  16 anos.
Ministra suas aulas e realiza suas atividades pela  Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura Municipal de São Paulo – NCI – Dom Helder Câmara – V. Mariana.
Desenvolve atividades com Dançaterapia, Dança de  Salão, Tango e Flamenco.
Faz parte da equipe de Organização do Festival Internacional de Folclore na cidade de Fortaleza/CE e é também:
Membro correspondente em  CIOFF® - Conselho Internacional das Organizações de Festivais Folclóricos e Artes Tradicionais
Membro correspondente em  CCF - Comissão Cearense de Folclore
Membro em  CID - Conselho Internacional da Dança
Membro em  IOV -  Organização Internacional de Folclore e Artes Populares
Sócio da  ATXAICA - Associação TXAI Cultura e Arte

SSC – Após desfile das escolas, o que acontece com as quadras? Respeita-se a Quaresma?
Clerton Vieira - O respeito a todas as crenças e religiões faz parte da cultura do povo brasileiro e a Quaresma é um período de reflexão. Sendo católico ou não, esse é um período de respeito a todos que tem fé, independente da sua religião. É um período de “recesso” para as escolas de Samba. Em meados do mês de abril e em algumas escolas em maio, retornam as atividades: reuniões da diretoria, avaliação geral do Carnaval, metas de trabalhos para o próximo desfile. Muitas vezes o carnavalesco já apresenta propostas de enredo. Iniciam-se as atividades nas escolinhas de baterias, o encontro de baianas, pois as mesmas já se organizam para as atividades de programação para o Dia das Mães etc. E em agosto, já se iniciam as eliminatórias dos Sambas Enredo.
SSC – O que é feito das fantasias, adereços e carros alegóricos?
Clerton Vieira - As fantasias que foram alugadas são devolvidas para reciclagem, aproveitamento das plumagens e muitas vezes, também podem ser vendidas para Escolas de Samba do interior. Os adereços são reciclados, muitas vezes usados nas decorações de festas na quadra. As alegorias são totalmente desfeitas onde se aproveitam somente ferragens para reutilização nas alegorias do próximo Carnaval.
 SSC – Como é feita a reabertura das quadras? Existe algum ritual ou cerimônia?
 Clerton Vieira - Geralmente com uma Roda de Baianas, com as bênçãos destas “Mães do Samba”, ao ritmo do canto, de músicas com a cadência da bateria, músicas de exaltação e hino da Escola.

SSC – Qual a importância da Ala das Baianas numa escola de Samba?
Clerton Vieira - A Ala de Baianas é considerada como uma das mais importantes de uma escola de Samba. Foi introduzida no desfile ainda nos anos 30 do século passado como uma forma de homenagem às "tias" do Samba, na época em que o ritmo era marginalizado. É uma ala obrigatória em todos os desfiles de escolas de Samba, mesmo não sendo quesito oficial. As notas vêm nos quesitos fantasia, evolução e harmonia. É a ala que merece todo o carinho e acima de tudo o respeito de todos.Na minha opinião, assim como a Velha Guarda da escola, elas representam o arquivo vivo da história da agremiação e porque não dizer do Samba brasileiro.

Sou mais feliz quando estou ao lado dessas jovens senhoras que admiro e quero bem. Ao lado delas me sinto como filho, neto, bisneto... Enfim, família que me completa não só no período do Carnaval, mas durante todo o ano. Encontrei numa escola de Samba, a outra metade que me faltava para ser mais eu. Agradeço a comunidade vermelha e amarela, Tom Maior, por fazer parte da minha história de vida.




Prof. Clerton Vieira
Contatos Profissionais
www.sabedoriafolk.blogspot.com
11- 98539-2315
E-mail: clertonvieira@hotmail.com